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Osteoporose

Publicado em : 18/03/2014

Fonte : Agência Brasil -

O que é Osteoporose?

Osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa caracterizada por uma fragilidade nos ossos.

10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose. Três em cada quatro doentes são do sexo feminino. Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença. 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura. 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose ocorrem anualmente no Brasil. 200.000 é o número de pessoas morrem todos os anos no Brasil em decorrência desstas fraturas. (Revista Veja - 30 de janeiro de 2008)

Características da doença

Além das fraturas, ela causa o encolhimento das vértebras, redução de estatura, ossos doloridos e costas corcundas.

Esta doença ocorre principalmente durante o processo normal de envelhecimento, atingindo com mais freqüência às mulheres, uma vez que estas, possuem ossos menos maciços em relação aos homens.

Um outro fator que torna as mulheres mais suscetíveis a esta doença, é a queda bastante acentuada de estrogênio que elas sofrem durante a menopausa.

A queda acentuada deste hormônio faz com que os ossos passem a absorver menos cálcio do que o necessário para seu equilíbrio e manutenção, tornando-os porosos, e, conseqüentemente, extremamente frágeis.

A osteoporose avança lentamente e dificilmente apresenta sintomas. Por esta sua característica silenciosa, ela pode passar completamente despercebida se não forem realizados exames para detecta-la.

Diagnóstico da Osteoporose

Exames de densitometria óssea podem predizer o risco de fratura.

O método mais difundido para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea. Existem outros exames que podem diagnosticar perda de massa óssea em relação ao adulto jovem.

É importante a pesquisa de fatores de risco para a osteoporose:

•    Raça branca.

•    Histórico familiar de osteoporose.

•    Vida sedentária (falta de exercícios).

•    Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D.

•    Período da menopausa.

•    Fumo ou bebidas alcoólicas em excesso.

•    Pessoa magra e/ou frágil.

•    Fratura espontânea prévia.

•    Medicamentos, tais como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glicorticoides e heparina.

•  Doenças de base, tais como hepatopatia crônica, doença de Cushing, diabetes melito, hiperparatireoidismo, linfoma, leucemia, má-absorção, gastrectomia, doenças nutricionais, mieloma, artrite reumatoide e sarcoidose.

Exame de densitometria óssea

De acordo com a National Osteoporosis Foundation (NOF), que reúne um grande número de pesquisadores de diversas especialidades envolvidas com osteoporose, estas são as indicações formais para o estudo da massa óssea:

• todos os indivíduos com mais de 65 anos;

• indivíduos com deficiência de hormônios sexuais;

• mulheres na perimenopausa que estejam cogitando usar terapia de reposição hormonal, para auxiliar essa decisão;

• pacientes com alterações radiológicas sugestivas de osteopenia ou que apresentem fraturas osteoporóticas;

• pacientes em uso de corticoterapia crônica;

• pacientes com hiperparatiroidismo primário;

• pacientes em tratamento da osteoporose, para controle da eficácia da terapêutica.

Além dessas indicações, existem inúmeras outras condições clínicas que, por predisporem à perda óssea, são consideradas fatores de risco e justificam a avaliação. Os fatores de risco são:

Antecedente genético: inúmeros trabalhos observacionais demonstram a agregação familiar de menor massa óssea e a concordância desse traço em gêmeos mono e dizigóticos. Cerca de 70 a 80% da variação da densidade mineral óssea pode ser atribuída a fatores genéticos. Caucasianos e orientais apresentam maior incidência de fraturas do que populações negras, assim como mulheres de qualquer raça em relação aos homens. Desse modo, o antecedente familiar, particularmente materno, de fraturas osteoporóticas é uma indicação para o exame.

Riscos ambientais: deficiências e/ou distúrbios nutricionais como baixa ingestão de cálcio, baixo peso, dietas de restrição calórica, alcoolismo, excessos de sódio e proteína animal; consumo de cigarro; sedentarismo; longos períodos de imobilização.

Doenças crônicas: hipertiroidismo, tratamento do câncer diferenciado de tireoide com doses supressivas de T4, hipercortisolismo, insuficiência renal crônica, hepatopatias, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças de má absorção intestinal, hipercalciúria idiopática e artrite reumatoide. O risco de fraturas também está associado a maior risco de quedas, principalmente em pacientes com déficit visual, de força muscular no quadríceps e/ou cognitivo, alterações de marcha e disfunções neurológicas que afetem o equilíbrio.

Uso crônico de drogas: a incidência de fraturas osteoporóticas em usuários de corticosteroides por mais de seis meses é de cerca de 30 a 50%. Mesmo doses pequenas de glicocorticoides, incluindo os inalatórios, podem causar perda óssea na maioria dos indivíduos. Outras drogas associadas à perda óssea são ciclosporina, bloqueadores da secreção de gonadotrofinas, heparina, anticonvulsivantes como hidantoína, carbamazepina e fenobarbitúricos e os quimioterápicos. Drogas que provoquem hipotensão postural ou alterações do equilíbrio, como anti-hipertensivos, barbitúricos, benzodiazepínicos e diuréticos, podem aumentar o risco de quedas.

Os Fatores de Risco para a Osteoporose.

Os fatores de risco são:

história familiar de fratura;
fumo;
mais de duas doses de bebida alcoólica por dia;
baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
sedentarismo;
idade avançada;
uso contínuo de certos medicamentos como: corticoesteróides, anticonvuldivantes,ou metotrexate;
ingestão inadequada de cálcio;
ser da raça branca ou asiática.
Existem dois tipos de riscos para o desenvolvimento da osteoporose: o primeiro são aqueles não possíveis de correção e atinge pessoas que tem predisposição genética, como de baixo peso e estatura que têm a ossatura delicada; pertencer à raça branca ou asiática; e ter parentes próximos com o problema. A menopausa também é outro fator de risco não possível de correção.

Porém, existem casos em que se pode corrigir o problema e está diretamente ligado ao estilo de vida, como o fumo e a bebida, a falta de exercíciofísico, a alimentação que pode ser modificada e a terapia de reposição hormonal nas mulheres que têm baixa de estrógeno.

Como evitar

A melhor alternativa para se evitar a osteoporose ainda é a prevenção, algumas medidas preventivas que devem ser tomadas ainda na juventude são uma ingestão adequada de cálcio, além de atividades físicas regulares, especialmente, aquelas que incluam levantamento de peso (sempre com acompanhamento de um educador físico).

Tratamento

Terapia hormonal, cálcio, vitamina D, exercícios apropriados, exposição ao sol e, em alguns casos, medicações específicas são importantes para manter a massa óssea e tratar a osteoporose na pós-menopausa.

Atualmente, nos Estados Unidos, a terapia hormonal, o alendronato, risedronato, ibandronato e raloxifeno são aprovados pela US Food and Drug Administration (FDA) para a prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa. Recentemente mais um medicamento foi aprovado, a teriparatida.

A calcitonina é aprovada somente para o tratamento.

Mas o mais importante é o acompanhamento médico.

Na osteoporose instalada, é importante que sejam adotadas medidas simples para se evitar quedas, tais como retirar tapetes, disposição adequada de móveis, evitar o uso indiscriminado de tranquilizantes.

Hoje em dia está nascendo uma nova arquitetura para pessoas da terceira idade que evita a queda e o esforço em demasia, respeitando as características dessa população que, em breve, será a maioria.

Outro fator importante na terapia da osteoporose é a introdução de exercícios adequados e a exposição ao sol como terapia adjuvante. Não se deve proibir o portador de osteoporose de andar, caminhar, tomar sol pelo medo da fratura, mas adequar sua vida e reduzir seus riscos.

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